OMOLÚ

Senhor da vida e da morte, detentor do grande mistério da saúde e da doença, Omulú é o grande Òrisà dono da Terra que preside ao momento da morte. Carrega o Asé, mostrando assim a sua ligação ás árvores, troncos e ramos.
Veste palha-da-costa, vestimenta com grande significado ritual principalmente no que ao sobrenatural diz respeito, e carrega nas mãos o Sásárá, uma ferramenta elaborada a partir de nervuras de palha da costa. Com esta ferramenta, procede ás limpezas espirituais nos seres humanos, captando como um íman as energias negativas, as doenças e as dificuldades do espírito. Fortemente ligado à saude e doença (Òrisà das pestes das doenças de pele e hoje em dia da SIDA), é sua missão defender contra estas maleitas e contra os maus espiritos. O seu trabalho é: realizar e eliminar; tirar e dar fim ao que não serve mais.
È considerado um justiceiro implacável, tendo uma acção lenta e prudente.
Devido ao desconhecimento, é um Òrisà que causa celeuma, sendo temido devido á sua acção e caracteristicas. No entanto, é ele que mostra o caminho da Luz, não sendo porém, infelizmente, seguido algumas vezes.


Qualidades:

Intoto, Xapana, Jagun, Segi, Azuani, etc…

Personalidade dos filhos de Omulú:

São pessoas deprimidas, capazes de desanimar qualquer um. Acham que nada vai dar certo, que nada está bem. Possuem mania de velho com a “rabugice”. Gostam da ordem. São do tipo de que não leva desaforo para casa. Podem apresentar doenças de pele, marcas no rosto. Adoram irritar os outros.
São amargos, vingativos; mas possuem enormes qualidades e não são poucas.
São prestativos, trabalhadores e amigos de verdade. Têm sorte ao jogo, são observadores, misteriosos, sábios, pensativos, reservados e introspectivos. Na sua parte mais negativa, por vezes, podem “secar” com o olhar.

Dia da semana: Segunda-feira
Algumas Pedras de Omulú: Ónix e Topázio
Cores: Branco e Preto ou Preto, Branco e Vermelho
Algumas Comidas de Omulú: Doburu
Símbolos: Sásárá
Elementos: Terra
Algumas Flores de Omulú: Zinias brancas.
Animal: Cão
Saudação: Atôtô ajubero!
Para quem atende ao Sincretismo: São Lázaro